Escrever sempre foi um passatempo muito valioso, e nos rascunhos espalhados por aí reside um pouco de mim, quem quiser, delicie-se.
sexta-feira, 3 de março de 2023
Só mais uma noite de verão
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023
Fugaz
quarta-feira, 9 de novembro de 2022
Disruptivo
quinta-feira, 1 de setembro de 2022
Trôpego
E a torpe tempestade
Me fez atento.
Trovões trouxeram trevas
E nenhum acalento.
Tamanho foi o trauma,
Desesperança…
Tácita turbulência,
Profunda lança!
Estático no tempo,
Entregue ao vento,
Tragado no momento,
Um excremento!
Tenaz tormento,
Tu tens dó deste traste
Ou trucidarás por dentro?
No tronco da tristeza
Floresce a tragédia…
Tramóias divinas
Ou anedotas funéreas?
E tudo termina em um
Vil atropelo?!
Ou a trama ainda tece
Algum desmantelo?
Trafego em sentimentos,
Trepido em lástimas,
Tripudio em culpa,
Tropeço em lágrimas…
Truque do destino?
Talvez!
Tirania drástica?
Estupidez…
Trago na vida
A sorte dos tolos
Ou irei desbravar
O caminho dos trôpegos?
terça-feira, 15 de fevereiro de 2022
Contrações
Seca,
Devastadora de cursos d'água
Que faz minguantes
As noites de lua cheia.
Cheia,
Inundando sonhos
E botando por terra
Frutos de vid'inteira.
O tropeiro
Da seca se faz seco
Sem riso no rosto,
Sem eira nem beira.
O ribeirinho
Da chuva transborda em lágrimas
Desolado,
Desabrigado.
Seca e cheia
Na desgraça se encontram
Vazias de razão,
Cobertas de porquês.
terça-feira, 29 de janeiro de 2019
Madrugada
Madrugada silente que invade o sono dos angustiados e passeia pelos distantes rincões da mente, por que insistes em revirar tão fundo poço? Revisitaste tal aposento há muito abandonado e recuperaste memórias que ficaram soterradas em um passado melancólico... De onde tiras tamanha força? Por que és tão cruel? Arrancaste lágrimas de um deserto sentimental inerte e causaste uma revolução em um campo até então estéril. Tu vens como um oásis ou como uma tempestade de areia? Queres sepultar de vez tais reações ou reavivar as comatosas esperanças?
terça-feira, 9 de outubro de 2018
Nebulosas
Esplêndidas nuvens
Em céu de vazio horizonte
opacionam a grande lua
E estrelas a brilhar
Adensam-se no canal
De beira mar agitado
Anunciando que o calor
não mais tarda a zarpar
Irrompem-se em trovões
Num recital de tambores
Espantando humanóides
Salientes a cantar
Se derramam majestosas
Em tromba D'água real
atraem almas em bolores
Tão sedentas a dançar
Devagar então se extinguem
Entre formas mil e cores
Na certeza de que amores
Sim souberam conquistar