Escrever sempre foi um passatempo muito valioso, e nos rascunhos espalhados por aí reside um pouco de mim, quem quiser, delicie-se.
domingo, 1 de março de 2026
Só mais uma de amor...
domingo, 16 de novembro de 2025
Finitude
sexta-feira, 3 de outubro de 2025
(r)Existo
sábado, 12 de julho de 2025
Ponto final
terça-feira, 1 de julho de 2025
Na sua estante
sexta-feira, 22 de dezembro de 2023
Sazonalidade
sábado, 19 de agosto de 2023
Distopia
quarta-feira, 28 de junho de 2023
Amor com poréns
sexta-feira, 3 de março de 2023
Só mais uma noite de verão
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023
Fugaz
quarta-feira, 9 de novembro de 2022
Disruptivo
quinta-feira, 1 de setembro de 2022
Trôpego
E a torpe tempestade
Me fez atento.
Trovões trouxeram trevas
E nenhum acalento.
Tamanho foi o trauma,
Desesperança…
Tácita turbulência,
Profunda lança!
Estático no tempo,
Entregue ao vento,
Tragado no momento,
Um excremento!
Tenaz tormento,
Tu tens dó deste traste
Ou trucidarás por dentro?
No tronco da tristeza
Floresce a tragédia…
Tramóias divinas
Ou anedotas funéreas?
E tudo termina em um
Vil atropelo?!
Ou a trama ainda tece
Algum desmantelo?
Trafego em sentimentos,
Trepido em lástimas,
Tripudio em culpa,
Tropeço em lágrimas…
Truque do destino?
Talvez!
Tirania drástica?
Estupidez…
Trago na vida
A sorte dos tolos
Ou irei desbravar
O caminho dos trôpegos?
terça-feira, 15 de fevereiro de 2022
Contrações
Seca,
Devastadora de cursos d'água
Que faz minguantes
As noites de lua cheia.
Cheia,
Inundando sonhos
E botando por terra
Frutos de vid'inteira.
O tropeiro
Da seca se faz seco
Sem riso no rosto,
Sem eira nem beira.
O ribeirinho
Da chuva transborda em lágrimas
Desolado,
Desabrigado.
Seca e cheia
Na desgraça se encontram
Vazias de razão,
Cobertas de porquês.
terça-feira, 29 de janeiro de 2019
Madrugada
Madrugada silente que invade o sono dos angustiados e passeia pelos distantes rincões da mente, por que insistes em revirar tão fundo poço? Revisitaste tal aposento há muito abandonado e recuperaste memórias que ficaram soterradas em um passado melancólico... De onde tiras tamanha força? Por que és tão cruel? Arrancaste lágrimas de um deserto sentimental inerte e causaste uma revolução em um campo até então estéril. Tu vens como um oásis ou como uma tempestade de areia? Queres sepultar de vez tais reações ou reavivar as comatosas esperanças?
terça-feira, 9 de outubro de 2018
Nebulosas
Esplêndidas nuvens
Em céu de vazio horizonte
opacionam a grande lua
E estrelas a brilhar
Adensam-se no canal
De beira mar agitado
Anunciando que o calor
não mais tarda a zarpar
Irrompem-se em trovões
Num recital de tambores
Espantando humanóides
Salientes a cantar
Se derramam majestosas
Em tromba D'água real
atraem almas em bolores
Tão sedentas a dançar
Devagar então se extinguem
Entre formas mil e cores
Na certeza de que amores
Sim souberam conquistar
quarta-feira, 22 de agosto de 2018
(In)Definição
Decadência
Suposição n.1
Iria para cama nu em pelo A espera daquela que me faria Encontrar a outra face da felicidade De olhos cerrados Sentiria o roçar de seu manto retirado As carícias dos seu longos e gélidos dedos O prazer da união de dois corpos sedentos E num rompante de prazer Sentiria o calor de meu corpo Se esvaindo pelo órgão fálico em um longo e último suspiro Já tendo a cama como jazigo Seria o mais vivo dos seres Em alguma dimensão que nem Os sagazes poetas ousam descrever
Ao êxtase
Prenunciam apocalípticas implosões
De vorazes, ardilosas
e pretensiosas sensações.
Quimeras colossais
Apoderam-se de almas banidas
De seus excrementais
Paraísos artificiais.
Sob a cólera dos deuses inventados,
Desnudam-se os fiéis incrédulos,
Inflados de fantasias
E pecaminosos condimentos.
A tsunami em forma fálica
confere tesão a uma noite
Plenamente regada
De proibidos prazeres.
Silêncio...
Ofegação...
Gemidos...
Gritos!
Miscelânea de sentidos
Reunidos em uma tênue fronteira!
Ápice de prazer resenhado
Em jatos propulsores de plena satisfação...
Carícias..
Olhares...
Silêncio.
O cruel coração universal
Ritmado em infinitos tic-tacs
Teletransporta-nos vagarosamente
À fiel e incômoda realidade.
Insossa.
Dura.
Branca.
Eis que em instantes fugazes,
Vis lembranças banham a mente
De ardilosas recordações.
O desejo temporariamente aterrado
Recomeça a brotar
E vigorosos caules atiçam
A sobre humana vontade de ser humano.
Um minuto.
Um contato.
Um até mais.
Por que prender-me ao calabouço
Se posso esbaldar-me à beira do cais?
sábado, 25 de novembro de 2017
Vendaval
Vertendo dor em tranquilo vale.
Vós sois o mais cruel sopro
Usurpando a mais nobre das vidas
Mas derrubastes a mim, que sou vil...
Cavastes agora profundas valas
Avariando incontáveis corações
Sabes como reverter tal covardia?
Me convenço que não mais me ouve...
Partistes deixando imenso vazio.
Uiva sobre meus prantos
E num deboche convida
O pesaroso crocitar dos corvos.
As trevas de um anoitecer sinistro
Traçam planos maquiavélicos
Cavalgando rumo a uma caverna fria
Zombastes de nossos sentimentos
Cravando uma estaca crua e seca
No peito dos servos da amada rainha
E se quiseres ir agora, vá!
Nem ao menos fostes convidado...
Mas se quiseres ficar, observe.
Que vazam carreando amor e gratidão.
Veja que há aviltante desespero,
Mas nas veias o fluido vermelho carrega a semente!
Mas teus frutos já floresceram!
Trouxestes o inverno rigoroso,
Mas com o tempo a Primavera virá!
Voltarás como brisa,
Trazendo memórias vívidas
A uma floresta verdejante!
A vós
Avós
Avó
Vó.